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Realidade aumentada: cases, benefícios e tendências para o e-commerce

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A liveSEO marcou presença em mais um ano do Fórum E-commerce Brasil, um dos maiores eventos do setor na América Latina. Além de um estande exclusivo, também levamos uma sala de conteúdo que reuniu especialistas de diversas áreas para compartilhar insights sobre SEO, marketing digital, inovação e tendências do mercado. Foram mais de 900 minutos de palestras e trocas de conhecimento com profissionais de alto nível.

Entre os destaques, a apresentação de Claudio Macedo, sócio-fundador da N1.AG, chamou a atenção pelo tema “Realidade Aumentada no E-commerce: como experiências imersivas aumentam conversões”, abordando dados, tendências e cases reais dessa tecnologia que promete transformar a forma como consumidores interagem com as lojas virtuais.

Eu sou Ellen Zucchini e, hoje, vim trazer para você os principais pontos abordados na palestra do Claudio em nossa sala de conteúdo no Fórum. Vamos entender mais sobre a importância da realidade aumentada no cenário atual do e-commerce?

O que é realidade aumentada e por que ela importa no e-commerce

A realidade aumentada (RA) consiste em sobrepor elementos virtuais ao mundo real por meio de dispositivos como smartphones e tablets. No e-commerce, essa tecnologia cria uma camada interativa que ajuda o consumidor a visualizar produtos em seu próprio ambiente antes de finalizar a compra.

E não estamos falando de um futuro distante; o mercado global de RA movimentou US$ 6,11 bilhões em 2024 e tem previsão de atingir US$ 24,54 bilhões até 2029, tendo a taxa média de crescimento anual de 32%.

Além disso, de acordo com um estudo da McKinsey & Company, 71% dos consumidores afirmam que comprariam mais se a RA estivesse disponível no site. Esses números mostram que investir agora pode ser um diferencial competitivo para os próximos anos.

Benefícios da realidade aumentada para lojas virtuais

Claudio destacou que a RA é uma poderosa aliada para criar experiências imersivas e gerar valor real para marcas. Entre os principais ganhos, estão:

  • Diferencial competitivo frente à concorrência;
  • Maior engajamento do usuário (até 200% a mais);
  • Redução da incerteza de compra, diminuindo devoluções em até 40%;
  • Fortalecimento da marca por meio de interações inovadoras;
  • Aumento nas taxas de conversão — estudos mostram crescimento de até 94% em transações quando a RA é aplicada.

Esses benefícios aparecem em diversos segmentos. No setor de móveis, por exemplo, a RA pode gerar +73% de vendas e reduzir custos logísticos ao evitar compras incompatíveis com o espaço do cliente, segundo dados do MCC-Enet.

Já no ramo de cosméticos, pode aumentar conversões em +35% ao permitir que o usuário experimente virtualmente batons, bases ou sombras.

Cases de aplicação no mercado

Durante a palestra, Claudio apresentou exemplos práticos de marcas que já utilizam a realidade aumentada no Brasil e no mundo:

O Boticário

Oferece a possibilidade de testar maquiagens virtualmente, aumentando a confiança na compra e incentivando o compartilhamento da experiência.

Por exemplo, nas bases, é possível verificar diferentes tonalidades e compará-las com o tom real da pele do rosto, evitando erros e devoluções.

Imagem que representa o aplicativo do O Boticário. No aplicativo, é possível ter uma experiência de realidade aumentada, visualizando como as maquiagens ficariam no rosto por meio da câmera e de efeitos visuais.

 

Flexform

Proporciona ao cliente a visualização de cadeiras e outros móveis em tamanho real dentro do próprio ambiente, usando apenas a câmera do celular.

Assim, é possível avaliar proporções, encaixe no espaço e até harmonização com a decoração existente, reduzindo o risco de compras inadequadas e garantindo maior satisfação após a entrega.

Imagem que mostra o site da Flexform, que oferece recurso de realidade aumentada. Com ele, o usuário pode visualizar os móveis em seu próprio espaço, como na fotografia, em que uma cadeira é visualizada por meio da câmera com o uso da realidade aumentada.

 

Coral

Permite testar cores de tinta diretamente nas paredes da casa via aplicativo, tornando a escolha mais assertiva e diminuindo a chance de arrependimento.

O cliente pode experimentar combinações, comparar tons e visualizar o resultado antes mesmo de abrir a lata de tinta.

Esses casos mostram que, mesmo que a tecnologia não esteja disponível para 100% do catálogo, aplicá-la nos produtos de maior saída já traz impacto relevante nas conversões e reduz custos com devoluções.

Aplicativo da Coral Tintas que permite visualizar diferentes cores em seu ambiente por meio da realidade aumentada.

 

Desafios e limitações da RA

Apesar do potencial, a RA ainda enfrenta alguns obstáculos para se tornar padrão no e-commerce brasileiro:

  • Custo de implementação, especialmente para grandes catálogos;
  • Curva de aprendizado dos consumidores, que nem sempre sabem usar a funcionalidade;
  • Limitações técnicas, como dispositivos antigos ou baixa velocidade de internet.

Para Claudio, o segredo é começar de forma estratégica: focar nos 20% dos produtos que representam 80% do faturamento e investir em soluções de RA como serviço (ARaaS), que reduzem custos e facilitam a implementação.

Tendências: RA integrada à IA e IoT

O futuro da realidade aumentada no e-commerce passa pela integração com outras tecnologias disruptivas, como Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT).

Com a IA, é possível criar experiências hiperpersonalizadas, oferecendo recomendações de produtos com base no perfil, comportamento e histórico de compras de cada cliente. Isso torna as interações mais assertivas e aumenta as chances de conversão.

Já a IoT permite que a RA sobreponha informações digitais a dados coletados diretamente do ambiente físico, gerando experiências mais inteligentes, contextualizadas e relevantes para o momento e local de cada usuário.

Outra tendência em ascensão são os ambientes 3D imersivos, que simulam uma loja física dentro do próprio site. Neles, o consumidor pode “passear” virtualmente pelos corredores, explorar gôndolas, visualizar vitrines e interagir com os produtos de forma muito mais envolvente, como se estivesse dentro do ponto de venda.

Por que investir agora na realidade aumentada?

Com projeções que indicam que 80% dos e-commerces globais utilizarão RA até 2030, Claudio reforça que quem adotar a tecnologia antes terá vantagem competitiva. A recomendação é clara: comece pequeno, mas comece já.

Quer saber mais sobre as tendências que estão moldando o e-commerce? Continue acompanhando nosso blog e não perca os próximos conteúdos da nossa cobertura do Fórum E-commerce Brasil.

Ellen Zucchini
Ellen Zucchini
Formada em Comunicação e Multimeios, com experiência em redação e estratégias de conteúdo. Atuou na equipe de redação da liveSEO, aprimorando suas habilidades na produção de textos otimizados para SEO. Atualmente, faz parte do time de marketing, onde aplica seu conhecimento para desenvolver e otimizar conteúdos, unindo criatividade e estratégia para impulsionar resultados.

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