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SEO On SERP: o que é e como reflete na evolução do SEO

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As estratégias de SEO ganham novas discussões a cada atualização do Google. Isso significa que não é mais suficiente escolher uma palavra-chave e alguns backlinks para que o Google posicione seu site em primeiro lugar. Além disso, os resultados de pesquisa não se limitam mais em 10 links, e isso se deve, em parte, porque a intenção do usuário passou a ser obter resultados imediatos, em conteúdos relevantes e de fácil acesso.

Nesse contexto, um novo conceito está surgindo para substituir algumas abordagens tradicionais do SEO: a estratégia do SEO On SERP.

Nosso CEO Lucas Maranho foi convidado para participar da SEO Summit 2021 – o maior evento de SEO Estratégico do Brasil – para conversar sobre a evolução do trabalho de SEO ao longo dos anos. Como o SEO On SERP funciona? Uma pergunta básica, porém com muitos conteúdos por desvendar.

Meu nome é Camila Mateiro, redatora e tripulante da liveSEO, e vou compilar os principais pontospara te ajudar a entender da melhor maneira como o SEO On SERP trabalha dentro do Google e a sua relação com o Universal Search e os Rich Results. É muito importante ter o conhecimento de tudo isso para que o seu E-Commerce decole! Vamos lá? 

Ponto de partida: como o Google funciona!

É primordial antes de realizar uma estratégia de SEO, saber como o Google funciona, seus mecanismos base e os seus três pilares principais. Em um primeiro momento, o Google precisa encontrar o seu site, e, para isso, ele irá partir de um dos dois lugares possíveis: através de um backlink (seu domínio encontrado em outra página) ou do Search Console.

Feito isso, ele dará início ao processo de: rastreio – indexação – classificação. Veja os conceitos de maneira resumida:

  • Rastreio: os crawlers irão analisar as páginas do seu domínio seguindo cada um de seus links e levarão os dados sobre o site inteiro para os servidores do Google. A partir disso, o Google irá rastrear o seu site, identificar toda sua parte técnica que está ligada ao On Page, como imagens, vídeos e textos, e verificará se há autenticidade e qualidade nesses conteúdos. Testará também o servidor para verifica toda a estrutura e arquitetura da informação.
  • Indexação: os sistemas do Google processam o conteúdo da página da mesma forma que um navegador. Eles registram tudo isso no Índice de Pesquisa, como se fosse um armário cheio de gavetas. Em cada “gaveta” existe um nicho onde o Google guarda uma série de sites com várias informações. Porém, ele não apenas guarda esses dados como cria uma identidade que é muito importante para o SEO e todos os URLs que foram rastreados.
  • Classificação: o Google rastreou e indexou seu site, agora ele o classificará usando seus algoritmos, que analisam centenas de fatores diferentes para buscar as melhores informações. Dois conceitos que possuem uma extrema importância que são dados nesta última etapa são: Relevância e Autoridade.

A relação entre funcionamento e missão do Google

A missão do Google é “organizar as informações do mundo para que sejam universalmente acessíveis e úteis para todos”, e é colocada em prática na indexação, quando o buscador garante que as informações sejam realmente acessíveis e úteis para o usuário. A partir disso, ele estabelece um critério de relevância e autoridade no momento de rankear seu site.

E é aí que entra o SEO, como um aliado para entregar essas informações aos usuários da melhor forma, a partir de seus três pilares.

Os 3 pilares do SEO: o que são e como funcionam

Os 3 pilares do SEO pilares são fundamentais dentro de uma estratégia de SEO. Eles englobam não somente as indexações, mas também a Utopia dos Backlinks e a tão importante UX – User Experience ou Experiência do Usuário. Por isso, Lucas afirma que toda agência séria de SEO deve atuar com pelo menos 3 pilares, sendo On Page, Off Page e UX os mais relevantes e significantes:

  1. On Page: faz parte de tudo que o Google já rastreou;
  2. Off Page: corresponde à camada de backlinks;
  3. UX: experiência do usuário que engloba ambos, o On Page e o Off Page.

Se você garantir que todo o seu conteúdo foi rastreado e muito bem indexado (On Page), assegura uma qualidade e organização de todas as informações (Off Page), ocasionando um Link Baiting, ou seja, uma isca para fisgar backlinks de qualidade. Quando são criados esses backlinks com relevância, significa que o UX está muito bom e vale a pena ser linkado.

Guarde essa informação, astronauta: o UX precisa ser excelente para que outro domínio te proporcione um backlink. Ou seja, faça com que a experiência do seu usuário seja única, assim, você conseguirá fazer com que mais pessoas entrem em seu site e consumam/recomendem o seu conteúdo.

E é aqui onde finalmente entra um dos primeiros conceitos do SEO On SERP: se pegarmos uma ferramenta de rastreio, ela irá te mostrar os padrões. Se você gera conteúdo de maneira automática, você está fugindo da realidade do SEO On SERP. Para entender melhor desse assunto, vamos conhecer o conceito de Universal Search!

Universal Search: o que é e quando surgiu

definição do que é universal search, ou pesquisa universal

A partir de 2007, a página inicial do Google deixou de ser apenas 10 links azuis e passou a ser muito mais do que isso, colocando a experiência do usuário em primeiro lugar. Esse foco no usuário rendeu a criação do All – em tradução literal, “tudo”. O Google unificou tudo para que o indivíduo, ao fazer uma pesquisa, seja direcionado a uma página onde tenha o conjunto completo do que ele precisa.

Foram incorporadas ao buscador mídias adicionais, como as caixas que aparecem acima, entre e/ou ao lado os resultados de uma pesquisa orgânica. Pensando na intenção de pesquisa do usuário, geralmente os resultados que aparecem dentro dessas caixas têm uma taxa de cliques mais alta, além de gerar um tráfego adicional.

A UX tem sido melhorada cada vez mais desde então, tendo métricas que fizeram a quantidade de clicks orgânicos diminuírem muito. Agora o Google responde ao usuário antes de entrar na página. Ter isso em mente é uma estratégia de SEO muito importante para ser aplicada.

Dentro disso temos o Rich Results, vamos decifrar um pouco mais sobre o seu conceito a seguir!

Rich Results: o que é e os seus exemplos

explicação do que é os resultados aprimorados, ou rich results do Google

Os Rich Results são as pesquisas aprimoradas de experiências em plataformas do Google que vão além daqueles 10 links azuis tradicionais. Esse recurso inclui carrosséis, imagens ou outros elementos que não são textos, como é o caso de imagens de produtos com o preço abaixo, que aparecem quando você faz uma busca transacional por um item específico.

Essa ação transformou a estratégia de quem faz SEO e transformou a jornada de busca de um usuário. Aposto que você ficou com uma pequena dúvida: “e como isso afeta meu site?”. Mais de 50% dos resultados não recebem clicks, sejam eles orgânicos ou pagos. A nova geração é uma geração fast food, em outras palavras, buscam por respostas imediatas.

Sabendo desse último ponto citado acima, chegamos a uma conclusão: devemos saber qual a intenção de busca do usuário.

Uma resposta da comunidade de SEO: intenção do usuário

intenção do usuário segundo o google: know & know simples, do & device action, website, visit in person

Em 2017 o Google decidiu contratar engenheiros para fazerem o papel de quality rater , realizando as avaliações desses resultados. Eles são treinados para conhecerem a intenção de busca do usuário e como as keywords (transacional, navegacional e informacional) se aglomeram em volta dessas intenções.

Saiba quais são os 5 tipos de intenções do cliente:

  1. Know & Know Simple: saber e saber simples. Essa informação é aquela que aparece em primeiro lugar sem a necessidade de abrir um link para entender. Por exemplo, ao buscar a idade de alguma figura pública, o usuário irá digitar na barra: “pessoa x idade”. Essa atualização do Google permite que a resposta apareça dentro das caixas acima dos links. Nesta intenção, temos dúvidas que geralmente são iniciadas com “qual”, “quanto”, “por que”, “para”, entre outros.
  2. Do: a ação que o usuário faz quando quer comprar ou fazer outra ação.
  3. Device Action: é o Google assistente. Um exemplo é quando você pede para o Google, pelo microfone do celular, colocar o despertador para tocar em uma determinada hora.
  4. Website: essa busca é totalmente direcionada para um site em específico como digitar ”Amazon livros”. O Google irá mostrar somente os domínios da Amazon.
  5. Visit in Person: essa busca está relacionada ao local teaser, informações que você precisa saber caso tenha interesse em visitar um local, seja ele um comércio ou cidade, como o mapa e as avaliações.

Agora que você conhece as intenções de buscas do usuário, vamos ver os tipos de Rich Results:

Quantos tipos de Rich Results existem?

Cada uma dessas caixas são divididas segundo a intenção específica do usuário. Representam essa necessidade que a geração atual tem: informações rápidas e resumidas. Vamos passar de uma forma breve por cada uma delas.

  1. Rich Snippets; representamas buscas como ”tipos de x coisa”. Geralmente são apresentadas em listas, entregando da forma mais sintetizada possível para o usuário.
  2. Resposta direta ou indireta: é a pesquisa onde se quer saber uma informação simples como ”salário de x jogador de futebol”.
  3. Knowledge Graphic: quando se busca o nome de uma pessoa pública, com uma entidade formada, uma pequena biografia aparece em uma dessas caixas ao lado da página de pesquisa.
  4. Local Pack; ao buscar “limpeza de sofá em Maringá”, o Google entende que você mora nessa determinada cidade, portanto ele te dará o endereço, as rotas, o mapa e o telefone do estabelecimento.
  5. Local Teaser; quando o estabelecimento que é pesquisado não reside na tua localidade, o Google consegue entender isso também! Ele irá colocar as avaliações do local e as fotos do interior dele em vez de te mostrar o endereço.
  6. Top Stories; são as notícias destacadas.
  7. Vídeos: geralmente aparecem quando digitamos ”tutorial sobre…”.
  8. Imagens: relacionadas a pesquisas mais visuais, como ”qual é a cor que está na moda no momento”.
  9. Tweets: o que o mundo da internet está falando naquele momento.
  10. “As pessoas também perguntam”: esse espaço do Google é de extrema importância. São perguntas relacionadas à busca inicial do usuário. Por exemplo, ao buscar qual é a cor do momento, ele pode sugerir que outras pessoas perguntaram também: “como combinar x cor em diferentes peças de roupas”.
  11. Pesquisas relacionadas: são parecidas com “as pessoas também perguntam”, entretanto, acabam sendo mais abrangentes ao tema inicial.
  12. Opiniões ou resenhas: geralmente relacionadas a um determinado produto, como cosméticos.
  13. Dicionário: não há mais necessidade de entrar em outra página, o Google já disponibiliza um dicionário dentro de uma caixa no topo da página.
  14. Receitas e carrossel de receitas: ao pesquisar, por exemplo, “como fazer frango”, o Google irá subentender que você quer uma receita e não um produto. Pensando nisso, ele mostrará os melhores sites.
  15. Sitelinks: ao pesquisar Mercado Livre, o Google mostrará uma caixa com as melhores categorias daquele site.
  16. Google Ads: são aqueles resultados que não são orgânicos, mas sim pagos para serem mostrados em primeiro lugar.
  17. Google Shopping: relacionados diretamente à intenção de busca Do, onde o usuário já tem uma intenção de compra.

Por fim, vamos desvendar o SEO On SERP?

SEO On SERP: por que adotar essa estratégia?


Vamos recapitular um pouco todas as informações apresentadas no post. Temos a relevância, a intenção do usuário e/ou de busca. Podemos otimizar isso em três conceitos chaves: Search Intent + Relevância + SERP.

Desde 2007 o Google começou a soltar atualizações durante os anos, sendo as mais recentes: a Hummingbird (2013) e a BERT (2019), com a intenção de demonstrar que ele é um verdadeiro e grande buscador escalável, complexo e mostrar como o SEO é tangível, e, assim, surgiu a SERP. A SERP veio para fazer o SEO repensar a sua estratégia.

Para repensar a estratégia: a SERP (ou Página de Resultados)

Para entender que o SEO On SERP é a evolução do trabalho de SEO, devemos começar pensando nos 3 pilares do SEO: On Page, Off Page e UX. Tendo um conhecimento sobre isso, a partir do SEO On SERP, vamos passar rapidamente pelos pontos mais importantes para o entendimento dessa nova estratégia.

  • Intenção Fragmentada: vamos dar um exemplo didático. Quando um usuário digita na barra de pesquisa ”tênis de performance” o Google não consegue reconhecer um norte certo, portanto, ele irá encher em um primeiro momento a página de slots (caixas). Ele mostrará os tênis que estão à venda e suas marcas, “as pessoas também perguntam”, alguns sites com resultados orgânicos, vídeos e resenhas, para somente depois mostrar os antigos e eternos links azuis. Como o Google não entendeu a intenção inicial, ele irá apresentar todas as opções disponíveis de maneira mais rápida e didática.
  • Slots na SERP: os slots aparecem como uma informação breve. São aqueles que já vimos acima como, vídeos, o carrossel de compras, “perguntas relacionadas”, entre outros.
  • Golden Triangle SEO: o Google, o concorrente e o usuário podem mudar e você está no meio desse triângulo de mudanças. Sobre o Golden Triangle SEO, temos um post completíssimo!
  • Grupo de Fatores de Ranking: existem mais de 100 fatores para rankeamento de um domínio no Google, citaremos apenas alguns dos mais importantes: respeito ao domínio da página, estrutura do site e os backlinks.

TL,DR

Too long, didn’t read é uma expressão da internet que se traduz para: muito comprido, não li! Vamos te passar os pontos essenciais do post para relembrar e te ajudar a aprender as estratégias principais do SEO On SERP:

  • Intenção do Usuário;
  • Como o Google funciona/missão;
  • Rich Result;
  • Universal Search;
  • Estratégias

Agora que você sabe o que significa SEO On SERP e a evolução do trabalho de SEO, está preparado para decolar pela galáxia e conquistar links orgânicos e as primeiras posições no Google!

O que achou sobre essas novas estratégias de SEO, astronauta? Conte-nos aqui nos comentários! Aqui na liveSEO nos preocupamos sempre em trazer os melhores conteúdos sobre SEO e todas as suas vertentes do jeito mais didático possível para você poder navegar da melhor maneira por esse Universo gigantesco! Acompanhe nosso blog para mais conteúdos como esse e até a próxima.

Lucas Maranho
Lucas Maranho
Fundador da liveSEO, Agência com foco em SEO que atende e já atendeu E-Commerces no Brasil, Espanha, Estados Unidos, Israel, Paraguai e Polônia, Chile, Colombia, México, desenvolvendo o SEO técnico e de conteúdo com foco em resultados orgânicos.
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