O que é canibalização de keyword? Aprenda como evitar!

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Fala, astronauta! A jornada de conhecimento sobre SEO não é um caminho lá muito fácil, por isso te parabenizo! Nós da liveSEO ficamos honrados de fazer parte dessa trajetória. Sem mais delongas, vamos decolar!

Por acaso você já ouviu falar desse termo do mundo do SEO?

Parece um pouco estranho utilizar esse conceito para descrever a competição de duas URLs do mesmo site, mas quando eu te explicar prometo que fará sentido. E além de explicar melhor o que significa, vamos trazer algumas práticas que podem ajudar a evitar ou reverter uma canibalização. Então continue aqui!

Entenda como ocorre uma canibalização de keywords

A canibalização de conteúdo acontece quando duas URLs do mesmo site são otimizadas para a mesma intenção de busca. E é aí que a canibalização passa a ocorrer, já que ambas URLs passam a competir e se alimentar uma da outra derrubando os resultados, sendo bastante prejudicial para ambas, tudo isso, para chegar ao almejado topo do Google.

Esquematização de como ocorre a canibalização.

Primeira coisa que vamos frisar é que existem dois tipos desse fenômeno: a canibalização negativa e canibalização positiva. Assim como os termos já sugerem, cada uma impacta positiva ou negativamente no conteúdo de uma página.

Daí a origem da expressão “canibalização”. Assim como o próprio dicionário de Oxford diz, o transitivo direto significa: aproveitar a peça para reposição em outro igual ou similar. Então trazendo isso para nosso contexto, o que poderia acontecer? Um conteúdo substituído ou “engolido” por outro similar

Esquema com classificações de tipos de canibalização.

Na maior parte das vezes, a canibalização negativa acontece quando o Google localiza seus conteúdos e não posiciona nenhuma das duas, caracterizando-as como um conteúdo duplicado, e isso faz com que ambas páginas percam a relevância e passem longe da primeira página da SERP.

Já a canibalização positiva, acontece nos seguintes casos:

  • o Google entende que dois resultados do mesmo site são para o mesmo URL;
  • a intenção do usuário é “ambigua”, assim o Google coloca dois resultados que caminham de forma diferenciada. (Um exemplo disso seria um resultado de blog e o outro, um catálogo de e-commerce);
  • o Google acredita que não existem resultados de qualidade para substituir o canibalizado;
  • o buscador quer entender qual das páginas desse site é realmente a mais útil para o usuário.

Podemos até dizer que o “Google se confunde” com os conteúdos e posiciona ambos. Porém, dentre todas, ela é a menor das posibilidades.

A canibalização de palavras-chave atrapalha a estrategia de SEO?

Para explicar isso de uma forma coerente, primeiro você precisa entender alguns pontos básicos da intenção de busca. Mas no geral, atrapalha sim.

Apesar de normalmente dividirmos os tipos de keywords em informacionais, navegacionais e transacionais. O Google vai além, já que utiliza a Inteligência Artificial (AI) como sua aliada, permitindo entregar os resultados mais favoráveis para seus usuários.

Tabela laranja e outra cinza em fundo branco.

Então ele divide as keywords em: Know, Know Simple, Do and, Device Action, Website & Visit in Person. Cada um desses termos carrega uma intenção de busca distinta. Desde a busca de informações extensas e granulares até a busca direta de um domínio ou localização em tempo real para chegar a algum estabelecimento específico, por exemplo.

Com certeza você teve a oportunidade de clicar no botão do “Estou com sorte” diversas vezes.

E não sei se você sabia disso, astronauta, mas esse botão foi criado com o intuito de fazer o motor de busca mostrar a primeira posição da página de resultados, só que nem sempre no primeiro clique o buscador conseguia identificar a real intenção de busca. Hoje, esse botãozinho permanece apenas em nossas memórias (RIP).

O que ajudou a resolver essa problemática foram os diversos updates implementados e as diretrizes do Google que filtram melhor os resultados e entregam o que “o povo quer”!

A inclemência da canibalização de keywords no SEO se deve a alguns fatores como citamos anteriormente, além de otimizar a mesma palavra-chave com as mesmas intenções de busca, o que pode acontecer também é um site possuir uma quantidade exacerbada de conteúdos duplicados.

Só não tenha a concepção errônea dessa informação! Isso não quer dizer que produtos similares de seu e-commerce automaticamente serão canibalizados. Isso não é sobre uma cópia em si, mas sim sobre uma intenção.

Updates, como o BERT, costumam não perdoar esse tipo de prática, já que fogem das diretrizes estabelecidas pelo Google.

Afinal, nada mais justo do que querer ganhar o jogo seguindo as regras do fundador. Caso contrário, sofra as consequências da penalização.

Se você já leu nosso conteúdo prévio ou sabe o básico de SEO, sabe que não estamos falando do personagem da Vila Sésamo. O BERT refere-se a sigla Bidirectional Encoder Representations from Transformers.

Seu principal objetivo é qualificar os conteúdos dispostos pelos sites e tornar o processo de busca mais assertivo! Isso através da inteligência artificial e de algoritmos voltados a encontrar com mais facilidade o que o usuário precisa.

Caso queira entender como ele funciona, pode conferir clicando no link: O que é Bert? O mais recente algoritmo do Google!

Como identificar uma rivalidade interna?

Caso você desconfie de uma canibalização entre suas keywords, o que você pode fazer é utilizar o seguinte comando – na própria barra de pesquisa do Google – para identificá-la.

Captura de tela de pesquisa do Google e legenda.

Basta digitar “site: seudomínio.com + palavra-chave”

Para evitar que situações como essa aconteçam, uma das coisas que pode ser feita para precaver, é um bom planejamento!

Criar uma estratégia que englobe e combine os conteúdos de forma que nenhum afete o outro, e ainda assim possam conter um campo semântico completo.

Essa estratégia além de recomendada, já existe e leva o nome de Topic Clusters. Além de trabalhar os conteúdos de forma inteligente, será possível criar um espaço seguro para realizar as linkagens internas permitindo aumentar o E.A.T de seu site.

Canibalizou, e agora?

Após identificar gaps como esse em seu site, existem algumas soluções práticas envolvendo ações técnicas e de conteúdo. Muitas delas podem solucionar e até mesmo evitar que isso se repita frequentemente.

Realizar redirects, implementações de tags canonicals e etiquetas no index.

Planejamento como principal preventor da canibalização

Já que o que causa esse fenômeno não é cópia, e sim uma intenção de busca, seria inevitável não falar de conteúdo até porque há uma conexão genuína entre ele e a intenção de busca do usuário.

Nós aqui da liveSEO, costumamos utilizar algumas ferramentas para pesquisar keywords de uma forma avançada. Isso permite que possamos decidir quais pautas serão posts pilares e quais serão satélites, baseadas no volume de busca de cada uma delas.

Banner com tabela de possíveis ações para evitar a canibalização.

Quando temos essas informações, podemos nos guiar melhor e entender como utilizar não só as keywords, mas todo o seu campo semântico sempre buscando entregar o que o usuário precisa.

Nós temos um conteúdo sobre LSI (Latent Semantic Indexing), você já leu? Nele falamos sobre como precisamos adequar a comunicação com o usuário, muitas vezes é necessário impactá-lo e nem sempre será possível com apenas uma keyword, então explore o campo semântico!

Isso evita keyword stuffing dentro de um texto, ajuda a evitar canibalização e ainda aumenta as chances de CTR em suas páginas.

Palavras-chave de cauda longa ou long tails deixam as páginas mais específicas e consequentemente menos repetitivas.

O content pruning pode ser uma estratégia efetiva também, já que nele podemos remover, readequar e reaproveitar conteúdos… Os 3R do SEO!

Esse reaproveitamento de conteúdo, combinado com outro, faz com que a página tenha maior autoridade e aumente as chances de ser relevante para um usuário.

A canibalização pode afetar o SEO de um e-commerce?

Entendo que provavelmente você como varejista ou mesmo redator pode se preocupar, já que dentro de um e-commerce lida com uma grande quantidade e variações de produtos, então ter nomes similares é inevitável.

Tanto nos meta titles, meta descriptions e páginas de produtos. Afinal, a gente sabe que não há como mudar muita coisa na descrição de um vestido longo feminino de seda vermelho, mas que também está disponível na cor azul, não é mesmo?

O mais indicado a se fazer nesses caso é utilizar a tag canonical, como recomendamos anteriormente.

Pode ir sem medo, o Google sabe se comportar com produtos variados, mas todas as URLs devem ser referenciadas para a URL principal. Com todos os produtos e páginas referenciados de forma correta, os crawlers são capazes de identificar um “fatiado de página”, percebendo que todos são de uma mesma família.

Outra dica é ficar de olho em páginas antigas, produtos indisponíveis, para que sejam devidamente redirecionados e excluídos.

Com a casa organizada, é só continuar com otimizações constantes aguardando os resultados.

Logo depois, você verá que se torna comum ter que lidar com canibalização de keywords, tanto no cadastro de novos produtos, como na redação de blogposts e textos de categoria. Esse é o momento perfeito para aplicar as dicas que demos anteriormente, além de talvez precisar planejar uma nova estrutura para seu site.

Agora que você já conhece mais um conceito de SEO, é hora de aplicar. Nada de canibalização!

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Lucas Maranho
Lucas Maranho
Fundador da liveSEO, Agência com foco em SEO que atende e já atendeu E-Commerces no Brasil, Espanha, Estados Unidos, Israel, Paraguai e Polônia, Chile, Colombia, México, desenvolvendo o SEO técnico e de conteúdo com foco em resultados orgânicos.
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Uma resposta

  1. Artigo muito informativo sobre canibalização, assim como todos os conteúdos de vocês.
    Em relação ao e-commerce, quando o Google reconhece ou sinalizamos uma página de produto como canônica de outra página do mesmo produto com alguma variação (ex.: sapato branco e sapato preto), a página que foi canonizada será encontrada pelos usuários mesmo assim? Esta parte ainda é confusa pra mim.

    Obrigada!

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