SEO é um termo que surgiu lá nos anos 90, junto com o crescimento da web, quando profissionais de marketing começaram a buscar formas de fazer seus sites aparecerem nos resultados de busca.
Desde então, o SEO ganhou cada vez mais espaço e importância, se tornando uma estratégia fundamental para qualquer empresa ou profissional que tivesse um site e quisesse ser encontrado nos mecanismos de busca.
Hoje, o cenário é mais complexo. Além do Google, surgiram novos ambientes de descoberta, como as IAs generativas, que mudaram a forma como as pessoas pesquisam, aprendem e tomam decisões. A tecnologia avançou, as estratégias evoluíram, mas o SEO não perdeu relevância. Pelo contrário: ele se tornou ainda mais estratégico.
Se você quer entender melhor o que é SEO, como ele atua nos bastidores para otimizar páginas, melhorar posições nos resultados e atrair visitantes, tanto nos mecanismos de busca tradicionais quanto nas IAs generativas, continue a leitura.
O que é SEO?
SEO, ou Search Engine Optimization (Otimização para Motores de Busca),é o conjunto de práticas e estratégias para posicionar sites organicamente entre as primeiras posições no Google e outros buscadores, bem como aumentar a visibilidade e a confiabilidade do conteúdo em ambientes de descoberta baseados em IA.
Esse processo otimiza sites e conteúdos para que sejam interpretados pelos mecanismos de busca, como o Googlebot — responsável por rastrear páginas, analisar conteúdos e avaliar critérios como relevância e qualidade.
Fatores como a qualidade do conteúdo, a estrutura técnica do site e a experiência do usuário são fundamentais para alcançar um bom ranqueamento.
Motores de busca: o que são e como funcionam?
Os motores de busca são ferramentas responsáveis por rastrear, organizar e classificar conteúdos da internet. Eles determinam quais resultados aparecerão na SERP e sua posição, buscando sempre corresponder à intenção de busca do usuário. Esse processo envolve 3 etapas principais:
1. Primeira etapa: crawling (rastreamento)
Tudo começa com os robôs dos motores de busca, conhecidos como spiders. Eles navegam pela web, rastreando páginas e seguindo links internos e externos para descobrir novos conteúdos.
Funcionam como exploradores, mapeando continuamente a imensidão da internet, coletando dados de páginas e atualizações de conteúdo para garantir que nada passe despercebido.
2. Segunda etapa: indexação
Após o rastreamento, as páginas passam por um processo chamado indexação. Nesse momento, as informações capturadas pelos robôs são armazenadas e organizadas em uma espécie de biblioteca digital, ou índice, dos motores de busca.
Esse índice permite que, quando um usuário realiza uma pesquisa, o motor de busca localize rapidamente os resultados mais relevantes e os apresente de forma eficiente.
A indexação envolve uma análise detalhada da página, considerando elementos como palavras-chave, estrutura de títulos, links internos e dados estruturados. Quanto mais organizada e otimizada for a página, maiores as chances de ser indexada corretamente.
Quer entender melhor sobre esse termo? Confira nosso verbete abaixo:
3. Terceira etapa: ranqueamento
Após serem indexados, os conteúdos entram em um processo de avaliação para definir qual página ocupará cada posição na SERP. Essa classificação leva em conta diversos fatores, como SEO on page, SEO off page, SEO técnico, autoridade do domínio e relevância do conteúdo para a consulta do usuário.
O ranqueamento é um processo dinâmico, influenciado tanto pelas atualizações constantes dos motores de busca quanto pelas mudanças no comportamento dos usuários. Para conquistar e manter posições de destaque, é fundamental otimizar continuamente o conteúdo, priorizando relevância, qualidade e valor para o público.
SEO na atualidade: GEO
Como comentado no início do texto, a tecnologia segue em rápida evolução e a maior mudança dos últimos anos é a chegada das IA generativas como novos ambientes de descoberta. Nesse cenário nasceu um novo foco: o GEO — Generative Engine Optimization.
Em vez de apenas otimizar para aparecer numa lista de links, hoje você precisa pensar em ser citado, sumarizado ou recomendado por assistentes de IA (como Google Gemini/SGE, ChatGPT, Perplexity e outros).
Mas afinal, isso é algo completamente diferente do SEO que conhecemos? Na prática, não. O GEO é, essencialmente, o resultado de uma estratégia de SEO muito bem executada, adaptada para a forma como os modelos generativos interpretam, selecionam e utilizam informações. Vamos nos aprofundar nisso.
Como ser citado pelas IAs generativas?
As inteligências artificiais utilizam um processo muito mais complexo de interpretação semântica e cálculo de probabilidades para gerar respostas. Tecnicamente, essas IAs são baseadas em Large Language Models (LLMs), que utilizam a arquitetura Transformer e os chamados mecanismos de atenção.
Esses mecanismos ajudam o modelo a identificar quais partes da informação são mais relevantes para uma pergunta específica, dentro de um determinado contexto.
Em vez de simplesmente “buscar palavras-chave”, a IA tenta entender o significado da pergunta e construir a resposta mais coerente possível com base nos padrões que aprendeu. Abaixo estão os principais critérios e etapas que influenciam quais conteúdos são utilizados e citados pelas IAs generativas.
1. Processamento semântico e cálculo de probabilidade
A seleção de informações não acontece por correspondência direta de termos, mas por probabilidade semântica. O texto é dividido em pequenas unidades chamadas tokens, e o modelo avalia quais combinações fazem mais sentido para responder à pergunta do usuário.
Se uma marca, site ou fonte aparece com frequência em contextos considerados confiáveis e relevantes durante o treinamento e a recuperação de informações, a IA aprende a reconhecê-la como uma referência válida naquele assunto. Ou seja: presença consistente em conteúdos de qualidade importa muito.
2. Etapas de filtragem técnica antes da resposta
Antes de gerar uma resposta, a IA passa por etapas de filtragem para entender melhor o contexto e garantir a qualidade da informação:
- Expansão da consulta (Query Fan-Out): a IA amplia a pergunta inicial, considerando termos, conceitos e variações relacionadas, para mapear o tema de forma mais completa;
- Avaliação de qualidade e segurança: filtros automáticos analisam se o conteúdo é confiável, evitando spam, desinformação, violações de privacidade ou copyright.
3. Critérios de seleção das fontes citadas
Depois de filtrar as informações disponíveis, a IA decide quais fontes utilizar ou citar, com base em alguns fatores-chave:
Autoridade e credibilidade
As IAs priorizam domínios reconhecidos, instituições, marcas e conteúdos que apresentem autoria clara, referências confiáveis e histórico de autoridade. Backlinks, menções em outros sites e citações recorrentes ajudam a construir esse “rastro de autoridade”.
Estrutura e clareza do conteúdo
Conteúdos bem organizados são muito mais fáceis de serem interpretados. Textos com headings claros (H1, H2, H3), FAQs, listas e parágrafos curtos facilitam a extração de informações pelos modelos generativos.
Profundidade semântica
A IA avalia se o conteúdo realmente domina o tema. Isso envolve a cobertura de subtópicos relevantes, conexões entre conceitos e explicações completas. Materiais superficiais ou genéricos tendem a ser descartados.
Consistência e atualidade
Informações corroboradas por múltiplas fontes confiáveis e que estejam atualizadas têm muito mais chances de serem utilizadas. Conteúdos desatualizados ou contraditórios perdem força nesse processo.
4. Otimização técnica para GEO
Para facilitar a leitura e a interpretação do conteúdo pelas IAs, alguns cuidados técnicos são fundamentais. O uso de dados estruturados (Schema Markup) é um dos principais. Essa marcação ajuda os modelos a identificar claramente elementos como autores, datas, produtos, categorias e tipos de conteúdo, aumentando a rastreabilidade e a compreensão da informação.
Além disso, garantir que o site seja tecnicamente acessível, com uso correto de robots.txt, sitemap atualizado e boa indexação, é essencial para que o conteúdo seja considerado tanto pelos buscadores tradicionais quanto pelos ambientes generativos.
Comércio em assistentes e chats generativos
Nos últimos tempos os assistentes conversacionais e as IAs generativas passaram de canais de descoberta para ambientes de compra: recursos como Shopping Research e as experiências de “Buy it in ChatGPT” já permitem que usuários pesquisem, comparem e, em alguns fluxos, finalizem compras sem sair do chat.
Do outro lado, o Google apresentou padrões e ferramentas para suportar compras conduzidas por agentes, como o Universal Commerce Protocol (UCP), que facilita a comunicação entre agentes de IA e varejistas.
Na prática, isso significa que otimizações tradicionais devem ser complementadas por cuidados específicos de comércio agentivo: garantir que dados de produto estejam completos e atualizados (preço, disponibilidade, SKU/GTIN), usar schema Product e Offer corretamente, disponibilizar feeds e APIs que suportem requisições em tempo real, e expor políticas claras para construir confiança.
Principais componentes do SEO
Agora que entendemos o funcionamento básico do SEO, vamos explorar suas principais áreas de otimização:
SEO on page
O SEO on page é o alicerce da sua estratégia de otimização, focando em elementos internos do site que impactam diretamente sua visibilidade nos mecanismos de busca. Confira os pilares essenciais:
Meta title e meta description
Esses dois elementos funcionam como o “cartão de visita” do seu site nos resultados da SERP. O meta title deve ser atraente, conter a palavra-chave principal e despertar interesse.
Já a meta description é uma breve descrição que complementa o título, antecipando ao usuário o que ele encontrará na página. Embora não sejam fatores diretos de ranqueamento, esses elementos influenciam significativamente a taxa de cliques (CTR), o que pode impactar o desempenho orgânico da página.
É importante destacar que o Google frequentemente reescreve ou ignora a meta description quando ela não atende bem à intenção de busca, é genérica, duplicada, excessivamente otimizada ou não representa fielmente o conteúdo da página. Além disso, a descrição exibida pode variar conforme a consulta do usuário. Por isso, o ideal é criar meta descriptions claras, úteis e alinhadas ao conteúdo.
Conteúdo de qualidade
O coração de uma estratégia eficaz de SEO é um conteúdo relevante que resolve a intenção de busca do usuário. Trabalhe as palavras-chave de forma natural, mas priorize a entrega de valor. Quanto mais útil e original ele for, maiores as chances de engajamento e ranqueamento.
Hierarquia de cabeçalhos (H1, H2, H3)
Estruturar o conteúdo com uma hierarquia clara melhora a experiência do usuário e facilita o entendimento do Google sobre a relevância de cada seção.
Use o H1 exclusivamente para o título principal da página, os H2 para os subtópicos principais e refine o detalhamento com H3 e subsequentes, como H4 a H6, se necessário. Essa organização lógica cria um fluxo de leitura mais compreensível, destacando as informações de forma ordenada e estratégica.
Estrutura de URLs
Uma URL amigável deve ser curta, clara e incluir a palavra-chave principal da página, proporcionando uma melhor compreensão do conteúdo tanto para os usuários quanto para os motores de busca. URLs longas e confusas, bem como o uso excessivo de parâmetros dinâmicos, como números aleatórios ou códigos irrelevantes, não agregam significado para o público.
Imagens otimizadas
Imagens impactam tanto a experiência do usuário quanto o tempo de carregamento da página. Use arquivos leves e adicione alt text descritivos para melhorar a acessibilidade e reforçar a otimização.
Marcação de dados estruturados (Schema)
Esse é um ponto técnico, mas muito útil! A utilização de dados estruturados, como aqueles para receitas ou produtos, ajuda os motores de busca a compreender o contexto do seu conteúdo e pode destacar seu site com rich snippets (resultados enriquecidos).
Links internos
Os links internos são fundamentais para melhorar a navegação do visitante no site e indicar ao Google a relevância e a relação entre as páginas conectadas. Use-os de forma estratégica, direcionando o usuário para conteúdos complementares ou mais aprofundados. Evite exageros ou links irrelevantes, priorizando sempre a experiência do usuário e a coerência com o tema da página.
Links internos bem planejados também ajudam a distribuir a autoridade do site e podem melhorar o ranqueamento de páginas importantes.
SEO off page
Enquanto o SEO on-page cuida do que está dentro do seu site, o SEO off-page reúne todas as ações externas que constroem autoridade, confiança e contexto para a sua marca na web e hoje isso também inclui sinais que as IAs e agentes consultam.
Digital PR (relações públicas digitais)
O Digital PR é uma estratégia de SEO off page voltada para a construção de autoridade por meio da exposição da marca em veículos relevantes, como portais de notícia, blogs especializados e mídias do setor. A produção de conteúdos originais, como estudos, pesquisas proprietárias, dados exclusivos e análises aprofundadas, aumenta as chances de cobertura editorial espontânea.
Quando essas informações são utilizadas como fonte por jornalistas, criadores de conteúdo e publicações especializadas, o resultado tende a ser a geração de menções qualificadas e backlinks de alta relevância. Esse tipo de exposição contribui diretamente para o fortalecimento da reputação da marca, ampliando sua visibilidade, credibilidade e presença nos mecanismos de busca e em ambientes de descoberta baseados em IA.
Link building
Link building é a prática de conquistar links de outros sites ou plataformas para o seu. Esses links funcionam como ‘votos de confiança’, indicando ao Google que seu site contém conteúdo valioso. Para uma estratégia de link building eficaz, é essencial priorizar backlinks provenientes de sites relevantes para o seu nicho e com boa reputação.
Mídias sociais
Embora as redes sociais não influenciem diretamente o SEO, elas ajudam a gerar tráfego e visibilidade para o seu conteúdo. Quanto mais pessoas compartilharem suas páginas, maior a chance de conquistar backlinks. Invista em conteúdos compartilháveis, como guias, infográficos e estudos de caso.
Embora as redes sociais não sejam um fator direto de ranqueamento, seus conteúdos públicos passaram a ser indexados pelo Google, ampliando seu papel na descoberta e na visibilidade orgânica.
Referências e citações
Mesmo sem um link direto, menções ao seu site em outros conteúdos — como blogs, notícias ou portais especializados — contribuem para a construção de autoridade e relevância.
Avaliações e depoimentos
Avaliações positivas em plataformas como o Google Meu Negócio e em sites especializados do seu setor são poderosas ferramentas para fortalecer a confiança do público. Esses depoimentos não apenas aumentam a credibilidade da sua marca, mas também contribuem para melhorar o desempenho nos motores de busca, já que reviews são considerados um fator de ranqueamento.
Incentive seus clientes satisfeitos a deixarem feedbacks autênticos e relevantes, pois eles podem influenciar diretamente a decisão de novos consumidores e aumentar sua visibilidade online.
SEO técnico
SEO técnico garante que Google, outros buscadores e agentes/IA consigam acessar, entender e/ou consultar seu conteúdo e dados com precisão. Com GEO e agentic commerce a técnica ganhou nova camada: tornar sua informação consultável por sistemas automatizados.
Velocidade de carregamento
A velocidade de carregamento é fundamental para a experiência do usuário e para o SEO, já que páginas lentas tendem a gerar mais rejeição e menor engajamento.
O Google avalia esse desempenho por meio dos Core Web Vitals, com destaque para o LCP (tempo de carregamento do principal elemento), CLS (estabilidade visual da página) e INP (resposta às interações do usuário). Esses indicadores ajudam a medir se o site oferece uma navegação rápida, estável e eficiente.
Estrutura de URLs
URLs amigáveis e organizadas ajudam o Googlebot a compreender a hierarquia do site. Essa estrutura bem definida melhora tanto a navegação quanto o ranqueamento.
XML sitemap
O sitemap é como um guia para os buscadores, indicando as páginas mais relevantes e facilitando sua indexação. Ele fornece informações essenciais para otimizar a rastreabilidade do site.
Robots.txt
O arquivo robots.txt é uma ferramenta essencial para controlar o acesso dos motores de busca no seu site. Ele permite definir quais páginas ou seções devem ou não ser indexadas, ajudando a concentrar os esforços de SEO nos conteúdos mais relevantes.
Além disso, o uso correto do robots.txt pode evitar a indexação de páginas duplicadas, áreas administrativas ou conteúdos temporários, otimizando o rastreamento do site pelos buscadores e melhorando a eficiência do crawl budget.
HTTPS
O protocolo HTTPS garante segurança e privacidade na transmissão de dados entre o usuário e o site, protegendo informações sensíveis contra interceptações. Além de transmitir confiança aos visitantes, ele é valorizado pelo Google como um critério de ranqueamento, contribuindo para melhorar a visibilidade nos resultados de busca
Mobile-First Indexing
Certifique-se de que seu site utiliza um design responsivo que atenda às exigências do Google para dispositivos móveis. O Mobile-First Indexing prioriza a versão móvel do site ao determinar o ranqueamento nos motores de busca, tornando essencial que todos os elementos, como layout, conteúdo e desempenho, sejam otimizados para smartphones e tablets.
Estratégia SEO: por onde começar?
Para iniciar uma estratégia de SEO, é fundamental considerar aspectos que vão além do SEO on page, off page e técnico. Existem passos iniciais que ajudam a criar uma base sólida para que sua estratégia seja eficiente e sustentável.
1. Entenda o seu público-alvo
O primeiro passo para uma estratégia de SEO eficaz é conhecer o público que você deseja alcançar. Desenvolva uma persona, ou seja, um perfil semifictício que represente o cliente ideal, com base em dados como idade, interesses, hábitos de busca, dores e necessidades.
Com esse entendimento, será possível direcionar os esforços para criar conteúdos relevantes e alinhados às expectativas dos usuários, aumentando o engajamento e a eficiência das suas ações.
2. Trace objetivos claros
Estabelecer objetivos específicos é fundamental para orientar suas estratégias de SEO. Identifique o que você deseja alcançar, como aumentar o tráfego orgânico, gerar leads qualificados, fortalecer o reconhecimento da marca ou impulsionar as vendas. Metas bem definidas permitem medir o desempenho das ações e realizar ajustes no planejamento para maximizar os resultados.
3. Conheça as ferramentas essenciais
O uso de ferramentas de SEO específicas auxiliam no monitoramento, na análise e na otimização. Confira algumas das mais importantes:
- Google Search Console: uma ferramenta gratuita do Google que ajuda a monitorar o desempenho do seu site na SERP. Com ela, você pode identificar problemas de indexação, acompanhar palavras-chave que geram cliques, verificar backlinks e garantir que seu site está sendo rastreado corretamente;
- Google Analytics: permite analisar o comportamento dos usuários no seu site, como páginas mais visitadas, taxa de rejeição e tempo de permanência. Esses dados são valiosos para entender o que está funcionando e onde é necessário melhorar;
- SEMrush ou Ahrefs: plataformas pagas que oferecem análises detalhadas de palavras-chave, concorrência e backlinks, sendo indispensáveis para estratégias avançadas.
Como fazer uma pesquisa de palavras-chave?
A escolha das palavras-chave é um dos pilares do SEO, pois são elas que conectam o seu conteúdo à intenção de busca dos usuários. Seja para blogs, descrições de produtos, textos de categorias, títulos ou meta descriptions, entender como selecionar as palavras-chave certas é essencial para o desempenho do seu conteúdo.
Use ferramentas de pesquisa
As ferramentas de pesquisa são essenciais para identificar palavras-chave relevantes, permitindo visualizar o volume de buscas e realizar uma análise detalhada da concorrência. Google Keyword Planner, SEMrush e Ahrefs são as mais populares, pois fornecem dados estratégicos valiosos para otimizar suas ações e direcionar a estratégia de forma mais precisa.
Analise a intenção de busca
Compreender a intenção de busca do usuário é fundamental para criar conteúdos que realmente atendam às suas necessidades. Afinal, as palavras-chave escolhidas devem estar alinhadas ao tipo de conteúdo que melhor responde à intenção por trás da pesquisa. Conheça os tipos de keywords que você deve considerar:
1. Busca navegacional
O usuário já sabe o que quer e está procurando por algo específico, como uma página ou um site. Por exemplo, ao buscar “Instagram”, a intenção é acessar diretamente a página de login ou o aplicativo. Nesse caso, é importante garantir que sua marca ou página seja facilmente encontrada para consultas diretas.
2. Busca informacional
Com a keyword informacional, o usuário busca aprender ou se informar sobre determinado assunto. Por exemplo, ao pesquisar “quais são os tipos de pele?”, a intenção é encontrar informações relevantes e detalhadas. Para atender a essa busca, crie conteúdos ricos e bem estruturados que respondam de forma clara e aprofundada à pergunta feita.
3. Busca transacional
Aqui, o usuário tem uma intenção prática e objetiva, como comprar um produto, comparar preços ou encontrar um endereço. Exemplos incluem “smartphone Samsung Galaxy preço” ou “restaurante japonês perto de mim”.
Para essas buscas, o ideal é criar páginas com descrições claras, informações completas e chamadas para ação, como botões de compra ou instruções de como chegar.
4. Busca local
A busca local é um tipo de pesquisa voltada para encontrar informações próximas à localização do usuário. Geralmente, envolve termos como “perto de mim” ou referências a regiões específicas, como “restaurante italiano em São Paulo”. Esse tipo de busca é fundamental para negócios que dependem de clientes locais, como lojas físicas, restaurantes e serviços regionais.
Além da busca local, existem outros tipos que atendem a diferentes intenções dos usuários, como buscas acadêmicas, por informações pontuais, músicas ou institucionais, cada uma com suas particularidades e necessidades específicas.
Considere as etapas do funil de vendas
Ao escolher suas palavras-chave, é importante levar em conta a jornada do usuário. Para cada etapa do funil, o tipo de palavra-chave pode variar:
- Topo do funil: use termos mais amplos e informativos, como “o que é”, “como fazer” ou “benefícios de”, que atraem visitantes que ainda estão descobrindo suas necessidades;
- Meio do funil: foque em palavras-chave que ajudem a comparar soluções, como “melhor opção para”, “vantagens de” ou “como escolher”;
- Fundo do funil: escolha termos mais específicos e orientados para conversão, como “comprar [produto]”, “melhor preço [produto]” ou “review de [produto/serviço]”.
Essa abordagem permite que seu conteúdo se alinhe melhor à intenção de busca de cada usuário, aumentando as chances de conversão ao longo da jornada.
Acompanhe as tendências
As palavras-chave estão em constante evolução, e acompanhar essas mudanças é essencial para manter sua estratégia de SEO eficaz. Mantenha-se atualizado sobre as tendências emergentes e revise seus conteúdos periodicamente para garantir que permaneçam relevantes e alinhados com o que seu público está buscando.
Busca por voz, SEO e IAs generativas
Com a consolidação dos assistentes inteligentes e das IAs generativas, a busca por voz deixou de ser apenas um canal alternativo e passou a fazer parte de um ecossistema maior de motores de resposta. Hoje, consultas feitas por voz são frequentemente processadas por modelos de linguagem que interpretam a intenção do usuário e geram respostas completas, em vez de apenas listar links.
Nesse cenário, o SEO precisa ir além da otimização para palavras-chave isoladas e considerar como o conteúdo é compreendido, resumido e verbalizado por sistemas de IA, como Google Assistente, Alexa, Siri e assistentes baseados em modelos generativos.
Para otimizar conteúdos nesse contexto, algumas práticas se tornam essenciais:
- Priorize linguagem natural e conversacional: buscas por voz e interações com IA costumam ser feitas em forma de perguntas completas e frases mais longas. Em vez de focar apenas em termos curtos, produza conteúdos que respondam perguntas reais, como: “como funciona o SEO para IA generativa?” ou “qual a melhor estratégia de SEO local para pequenos negócios?”;
- Estruture conteúdos em formato de pergunta e resposta: blocos de FAQ, subtítulos claros e respostas objetivas facilitam a extração de informações tanto para assistentes de voz quanto para IAs generativas, aumentando as chances do seu conteúdo ser utilizado como base para respostas faladas ou resumidas;
- Otimize para respostas diretas e resumíveis: assistentes de voz e modelos generativos tendem a priorizar trechos claros, diretos e bem estruturados. Parágrafos curtos, listas, tabelas e definições objetivas aumentam a probabilidade de o conteúdo ser selecionado para respostas verbais ou AI Overviews;
- Considere o contexto local e situacional: muitas interações por voz estão ligadas a contexto, localização e momento de uso, como “restaurante aberto agora perto de mim” ou “melhor agência de SEO na minha cidade”. Manter informações locais atualizadas, dados estruturados e perfis bem otimizados é fundamental.
O que é SEO local?
O SEO local é uma estratégia de otimização que tem como objetivo melhorar o posicionamento de um site nos motores de busca com foco em uma área geográfica específica. Ele é especialmente relevante para empresas que atendem clientes em uma localização definida, como restaurantes, lojas físicas e prestadores de serviços locais.
Essa abordagem se concentra em destacar sua presença online nos resultados de busca relacionados a uma região, considerando fatores como a ativação da localização nos dispositivos dos usuários e pesquisas com termos como “perto de mim” ou menções à cidade.
Além de atrair clientes próximos, o SEO local aprimora a experiência do usuário ao oferecer resultados altamente relevantes e personalizados, aumentando a probabilidade de conversão para negócios locais.
Estratégias práticas para SEO local
Quando se trata de SEO local, há várias estratégias que podem ajudar a destacar sua empresa nas buscas na sua região. Vamos explorar algumas delas:
Google Business Profile (GMP)
Essa ferramenta gratuita do Google permite que sua empresa seja exibida nos resultados de busca local e no Google Maps, aumentando sua visibilidade para clientes próximos. Para otimizar o perfil, preencha todas as informações relevantes, como:
- Nome da empresa;
- Endereço completo e atualizado;
- Telefone de contato;
- Horário de funcionamento;
- Link para o site oficial.
Selecionar as categorias corretas também é essencial, pois ajuda o Google a identificar com precisão o segmento de atuação da sua empresa, melhorando a relevância nas buscas.
Além disso, incluir fotos de alta qualidade do estabelecimento, produtos ou serviços é uma estratégia eficaz. Imagens atraentes aumentam a confiança dos usuários, geram mais cliques e incentivam visitas ao local.
Capturar avaliações de clientes
As avaliações de clientes são elementos cruciais para o sucesso do SEO local. Comentários positivos não apenas fortalecem a reputação da sua empresa, como também influenciam diretamente o posicionamento nos motores de busca, aumentando a visibilidade para novos clientes.
Incentive os clientes a deixarem avaliações em plataformas como Google Meu Negócio, Yelp, TripAdvisor ou outras relevantes ao seu segmento.
Palavras-chave locais
Incorporar palavras-chave locais é uma estratégia indispensável para o SEO Local. Em vez de usar apenas termos genéricos, como “mecânica especializada”, inclua a localização, como em “mecânica especializada em Florianópolis”. Isso sinaliza aos motores de busca que o seu negócio é relevante para usuários em uma área específica.
O que é SEO nas redes sociais
SEO nas redes sociais é a aplicação de técnicas de otimização para aumentar a visibilidade, o alcance e a utilidade do conteúdo dentro dessas plataformas e, cada vez mais, também fora delas, nos motores de busca.
Historicamente as redes sociais influenciavam o SEO de forma indireta (tráfego, compartilhamentos e geração de backlinks). Hoje, porém, o cenário mudou: desde julho de 2025 o Google passou a indexar conteúdos públicos de algumas redes sociais, o que transforma os posts em verdadeiros ativos de descoberta que podem aparecer diretamente nos resultados de busca e no feed Discover.
Além disso, como comentamos anteriormente, o Google integrou ferramentas para monitorar o desempenho das redes associadas ao seu domínio no Search Console, permitindo que marcas acompanhem como suas canais sociais contribuem para a busca. Isso aproxima ainda mais redes e SEO técnico.
O que exatamente o Google está indexando?
Desde meados de 2025 o Google começou a indexar conteúdos públicos do Instagram, o que significa que esses posts podem aparecer em pesquisas relacionadas.
O Google também passou a integrar conteúdo social em produtos de descoberta (como o Discover), agregando posts de plataformas como Instagram e X em fluxos personalizados. Isso amplia o alcance além do site e do YouTube;
A capacidade de indexação depende de políticas da própria rede (ex.: conteúdos públicos vs. privados, tipo de conta) e de como cada plataforma expõe os dados para os crawlers. Nem tudo será indexado da mesma forma em todas as redes.
Boas práticas para otimizar redes para busca
- Legendas e descrições de qualidade: crie textos que utilizem palavras-chave relevantes e sejam atrativos para o público. Uma legenda bem elaborada não só chama a atenção, mas também melhora a visibilidade nos mecanismos de busca das próprias redes;
- Publicações de qualidade: independentemente do formato, seja vídeo, imagem ou texto, priorize conteúdos úteis, interessantes e bem produzidos. As redes sociais valorizam publicações que engajam os usuários, o que pode aumentar a visibilidade orgânica;
- Links de redirecionamento: use suas redes para criar backlinks estratégicos, direcionando os seguidores para conteúdos mais completos no seu site, blog ou YouTube. Isso ajuda a fortalecer a conexão entre as plataformas e melhora o desempenho do seu SEO geral;
- Facilite o compartilhamento: deixe seus conteúdos acessíveis para que os usuários possam compartilhá-los facilmente. Contas privadas ou restritas limitam o alcance e dificultam a propagação das publicações;
- Uso de hashtags e tags estratégicas: as hashtags funcionam como palavras-chave nas redes sociais, ajudando os usuários a encontrar conteúdos relacionados. Inclua hashtags importantes e específicas para o seu nicho e marque outras contas relevantes para ampliar o alcance;
- Invista em CTA (Call to Action): inclua chamadas para ação nos seus conteúdos, como “Clique no link na bio”, “Compartilhe com seus amigos” ou “Saiba mais no site”. Isso faz com que os usuários interajam mais com a sua marca e pode gerar tráfego adicional.
Qual a diferença entre SEO e SEM?
O SEO (Search Engine Optimization), como vimos ao longo deste texto, é a otimização para mecanismos de busca, baseada em estratégias que buscam ranquear seu site de forma orgânica, ou seja, sem custos diretos para aparecer nas primeiras posições dos resultados.
Já o SEM (Search Engine Marketing) também tem como objetivo melhorar o posicionamento do conteúdo nos motores de busca, mas funciona de forma paga.
Sabe quando você pesquisa algo na internet e aparecem resultados com o rótulo “Patrocinado”? Esses são exemplos de estratégias de SEM, chamadas também de Pay-Per-Click (PPC). Aqui, o anunciante paga por cada clique no anúncio.
Como funciona o algoritmo do Google
Com tantos conteúdos disponíveis na internet, você já parou para pensar como o Google consegue entregar respostas em frações de segundos? Essa é uma dúvida comum, e a resposta está no algoritmo do Google, que avalia diversos fatores para oferecer os resultados mais relevantes.
Significado da consulta
O primeiro passo do algoritmo do Google é interpretar o que o usuário está buscando. Isso envolve analisar o texto digitado, corrigir possíveis erros de digitação, identificar sinônimos e determinar a intenção por trás da pesquisa, garantindo que os resultados sejam úteis e relevantes.
Por exemplo, ao pesquisar “tênis”, o Google avalia o contexto para entender se você está interessado em calçados ou no esporte. Com base nisso, ele pode priorizar modelos e lojas ou informações esportivas dependendo da intenção identificada.
Além disso, o sistema também considera a popularidade e a atualidade das palavras-chave. Se pesquisar sobre um time de futebol, o algoritmo prioriza notícias recentes, garantindo que você receba informações atualizadas.
Relevância do conteúdo
A relevância do conteúdo é um dos pilares do algoritmo do Google. Inicialmente, o sistema identifica páginas que contêm as palavras-chave relacionadas à consulta do usuário. Por exemplo, ao buscar “o que é SEO”, o Google encontra conteúdos que mencionam esse termo considerando-os potenciais fontes de informação.
No entanto, a simples presença de palavras-chave não é suficiente. O mecanismo analisa a qualidade do conteúdo para garantir que ele realmente atenda à intenção de busca. Fatores como tempo de permanência na página, taxa de cliques (CTR) e interações do usuário ajudam a determinar se o material é relevante e oferece valor.
Essa abordagem assegura que os resultados apresentados sejam úteis e alinhados às expectativas dos usuários, priorizando conteúdos informativos e bem estruturados.
Qualidade do conteúdo
Incluir palavras-chave no texto não é suficiente para alcançar um bom ranqueamento no Google. O algoritmo prioriza a qualidade do conteúdo SEO, avaliando se ele demonstra autoridade, confiabilidade e especialidade (conceitos conhecidos como E-E-A-T: Experience, Expertise, Authoritativeness, Trustworthiness). O objetivo é garantir que os resultados apresentados sejam úteis e relevantes para os usuários.
Um dos principais indicadores de qualidade é a presença de backlinks, ou seja, links de outros sites que direcionam para o seu. Esses links funcionam como “votos de confiança”, sinalizando ao Google que o seu conteúdo é valioso e digno de referência. No entanto, é importante que esses backlinks sejam provenientes de fontes confiáveis e relacionadas ao seu nicho, reforçando ainda mais a credibilidade do seu site.
Quer saber como produzir conteúdo de qualidade? Confira nosso webinar: “Conteúdo SEO do Zero — 5 Passos para transformar textos em resultados”.
Usabilidade das páginas da web
Os sistemas do Google também avaliam a usabilidade das páginas. Mas o que isso significa na prática? É simples: o algoritmo verifica aspectos relacionados à experiência do usuário, como a velocidade de carregamento do site e a capacidade de se adaptar a diferentes dispositivos, como celulares, tablets e computadores.
Esses fatores garantem que o visitante tenha uma navegação fluida e sem obstáculos, o que aumenta as chances de o conteúdo ser bem posicionado nos resultados de busca.
Contexto e configurações
Outro aspecto avaliado pelo algoritmo do Google é o contexto e as configurações da busca. Isso assegura resultados mais relevantes e personalizados para cada usuário. Por exemplo, ao pesquisar por “pizza”, o Google exibirá pizzarias próximas à sua localização. Esse resultado varia de acordo com a localidade e outros fatores, como o idioma e o histórico de navegação.
Quais são os updates do Google?
Além das práticas de SEO on page, off page e técnico, há um elemento crucial: as constantes atualizações no algoritmo do Google. Essas mudanças, conhecidas como updates, têm como objetivo aprimorar os resultados de busca, priorizando conteúdos de alta qualidade.
O foco é proporcionar uma experiência superior ao usuário, garantindo que os resultados apresentados sejam alinhados às suas intenções de busca. Os updates também atuam para combater práticas desonestas, como as estratégias de Black Hat, que tentam manipular o ranqueamento de forma inadequada.
Além disso, incentivam a criação de conteúdos originais e relevantes, recompensando sites que oferecem valor, autenticidade e uma experiência positiva para os visitantes. Confira quais foram os updates do Google:
Updates 2025
- Março de 2025 – Core Update: foco em refinar a priorização de conteúdos relevantes e satisfatórios. A comunicação oficial reforçou a importância de conteúdo útil, feito para pessoas, e melhorias para dar mais visibilidade a criadores de conteúdo;
- Junho de 2025 – Core Update: essa atualização deu continuidade ao reforço de sinais de relevância e qualidade nos resultados de busca;
- Agosto de 2025 – Spam Update: combate a práticas de spam, como conteúdo criado para manipular o algoritmo e link spam. A atualização teve alcance global e impactou sites com práticas questionáveis, enquanto conteúdos legítimos, bem estruturados e de alta qualidade foram beneficiados;
- Dezembro de 2025 – Core Update: o terceiro core update do ano reforçou diretrizes já introduzidas anteriormente, com ênfase em conteúdo útil, experiência do usuário e confiabilidade.
Updates 2024
- Março de 2024 – Core Update: o Google lançou uma atualização com o objetivo de reduzir em cerca de 40% a presença de conteúdos irrelevantes e práticas enganosas nos resultados de busca, incluindo o uso inadequado de inteligência artificial para automações em larga escala. A atualização reforçou a priorização de conteúdos relevantes, úteis e criados de forma autoral.
Updates 2023
- Abril de 2023 – Review Update: essa atualização deu prioridade a conteúdos com avaliações úteis e detalhadas em diferentes nichos, como produtos, serviços, jogos, filmes e muito mais. O objetivo foi destacar conteúdos que realmente agregam valor ao usuário.
- Março de 2023 – Core Update: o Google aprimorou sua capacidade de identificar conteúdos de qualidade, oferecendo uma experiência ainda mais relevante para quem realiza buscas.
- Fevereiro de 2023 – Product Reviews Update: neste update, o Google passou a destacar sites com avaliações de produtos feitas de forma aprofundada e de alta qualidade, incentivando conteúdos que realmente auxiliem os usuários em suas decisões de compra.
Updates 2022
- Dezembro de 2022 – Link Spam Update: essa atualização aprimorou a capacidade do Google de identificar e penalizar sites que compram ou vendem backlinks, combatendo práticas de manipulação.
- Dezembro de 2022 – Helpful Content Update: introduziu o conceito E-E-A-T (Experiência, Especialização, Autoridade e Confiança), priorizando conteúdos que atendem melhor às necessidades dos usuários.
- Outubro de 2022 – Spam Update: focado em aumentar a eficiência na detecção de práticas de spam, penalizando URLs que utilizam essas estratégias.
- Setembro de 2022 – Product Reviews Update: premiou avaliações detalhadas e úteis de produtos, mas, inicialmente, com impacto apenas em conteúdos em inglês.
- Setembro de 2022 – Core Update: teve impacto reduzido devido à proximidade com a atualização de avaliações de produtos.
- Agosto de 2022 – Helpful Content Update: destacou conteúdos originais e relevantes, com foco em qualidade e utilidade para os usuários.
- Julho de 2022 – Product Reviews Update: reforçou a priorização de avaliações detalhadas e conteúdos úteis relacionados a produtos.
- Maio de 2022 – Core Update: trouxe melhorias na inteligência do algoritmo, mas sem foco em um aspecto específico.
- Março de 2022 – Product Reviews Update: refinou ainda mais as diretrizes para avaliações de produtos, recompensando conteúdos aprofundados.
- Fevereiro de 2022 – Page Experience Update para Desktop: implementou os Core Web Vitals como fator de ranqueamento, melhorando a experiência de navegação em desktops.
Updates de 2021
- Dezembro de 2021 – Product Reviews Update: recompensou avaliações profundas e ricas, recomendando evidências de experiência com os produtos e links para diversos vendedores.
- Novembro de 2021 – Core Update: favoreceu conteúdos confiáveis com impacto significativo no nicho de saúde.
- Novembro de 2021 – Spam Update: melhorou a detecção de spam, reforçando as boas práticas de conteúdo útil e relevante.
- Julho de 2021 – Link Spam Update: aumentou a eficácia na identificação de spam por backlinks, incentivando o uso de tags específicas para qualificar links externos.
- Julho de 2021 – Core Update: atualização principal com impacto menor que o usual, segundo o próprio Google.
- Junho de 2021 – Spam Update (Partes 1 e 2): combateu spam em duas etapas, aprimorando a prevenção e a detecção.
- Junho de 2021 – Page Experience Update para Celulares: tornou os Core Web Vitals um fator de ranqueamento para dispositivos móveis, afetando posições na SERP e adicionando suporte para novas tecnologias como SXG.
- Junho de 2021 – Core Update: influenciou positivamente sites com foco em SEO local em um momento de reabertura pós-pandemia.
- Abril de 2021 – Product Reviews Update: primeira atualização de avaliações de produtos, promovendo conteúdos que agregassem valor ao usuário com análises originais, detalhadas e com fatores de decisão claros.
Updates 2020
- Dezembro de 2020 – Core Update: impactou setores como saúde, legislações, finanças, viagens e educação. Alguns sites receberam melhorias no ranqueamento, enquanto outros sofreram penalizações.
- Maio de 2020 – Core Update: focado em combater desinformações, especialmente na área da saúde, no contexto do início da pandemia da covid-19.
- Janeiro de 2020 – Core Update: priorizou conteúdos alinhados à intenção de busca do usuário e às diretrizes Search Quality Rater Guidelines.
Updates 2010-2019
- Novembro de 2019 – Atualização de Busca Local: introduziu IA de correspondência neural para relacionar palavras e conceitos, melhorando a relevância de resultados locais nos snippets de mapas.
- Setembro de 2019 – Core Update: última grande atualização da década, reforçando conteúdos autênticos e de alta performance.
- Junho de 2019 – Core Update: foco em melhorar conteúdos ricos que atendam às intenções de busca dos usuários.
- Junho de 2019 – Diversity Update: tornou a SERP mais diversa, reduzindo a probabilidade de um site ranquear várias vezes para a mesma palavra-chave.
- Março de 2019 – Core Update: atualização global com foco em sites de saúde e mudanças de indexação.
- 2018 – Medic Update (Agosto): penalizou sites médicos e de saúde que não atendiam ao EAT (Especialização, Autoridade e Confiança).
- Janeiro de 2018 – Speed Update: introduziu a velocidade de carregamento como fator de ranqueamento para dispositivos móveis.
- 2015 – RankBrain: primeiro sistema de IA do Google, utilizando aprendizado profundo para relacionar palavras e conceitos.
- 2015 – Mobile Friendly Update: favoreceu sites otimizados para dispositivos móveis nas buscas.
- 2013 – Hummingbird Update: reestruturou o algoritmo do Google para priorizar buscas em linguagem natural e intenções do usuário.
- 2012 – Penguin Update: penalizou práticas de keyword stuffing e linkagem manipulativa.
- 2011 – Panda Update: rebaixou sites de baixa qualidade, impactando 11% das buscas.
- 2012 – Page Layout Algorithm Improvement: incentivou conteúdo acima da primeira dobra, penalizando sites com muitos anúncios no topo.
- 2009-2010 – Caffeine Update: reformulou o sistema de indexação para tornar o rastreamento e a exibição de novas páginas mais rápidas.
- 2010 – Mayday Update: focou em palavras-chave de cauda longa, melhorando a relevância de resultados específicos para os usuários
Updates 2003-2009
As primeiras atualizações do Google foram fundamentais para moldar o algoritmo como o conhecemos hoje, com foco em qualidade, confiança nas marcas e prevenção de manipulações envolvendo links e palavras-chave. Esses updates marcaram o início da evolução do sistema:
- 2009 – Vince Update: priorizou confiabilidade, autoridade e reputação. Marcas que transmitiam maior confiança começaram a dominar os resultados de busca, mudando o foco para conteúdos mais relevantes e confiáveis.
- 2005 – Bigdaddy Update: penalizou sites que utilizavam spam de links, reforçando a necessidade de backlinks de qualidade para o ranqueamento.
- 2005 – Jagger Update: combateu práticas como cloaking (exibição de conteúdos diferentes para usuários e motores de busca), conteúdos duplicados em domínios distintos e backlinks artificiais criados para manipular o sistema.
- 2003 – Florida Update: direcionado contra manipulações como keyword stuffing (uso excessivo de palavras-chave) e inclusão de links irrelevantes apenas para melhorar o ranqueamento.
- 2003 – Fritz Update: introduziu mudanças diárias nos posicionamentos das páginas, eliminando o comportamento anterior conhecido como “Dança do Google”, onde as posições na SERP eram alteradas a cada 6-8 dias.
- 2003 – Boston Update: foi o primeiro grande update, trazendo critérios mais refinados para o sistema de indexação das páginas.
E aí, o que achou do nosso conteúdo sobre o que é SEO? Esperamos que este material tenha ajudado você a entender como o SEO evoluiu e deixou de ser apenas uma estratégia para ranquear páginas, passando a atuar também na construção de autoridade, relevância e respostas em mecanismos de busca e IAs generativas.
Hoje, otimizar para buscadores significa pensar em motores de resposta, experiências conversacionais, intenção de busca e confiança do conteúdo ,seja ele consumido em uma página, em um assistente de voz ou em uma resposta gerada por IA.
Se você quer aprofundar essa discussão e entender como o SEO se relaciona com as novas estratégias voltadas para IAs generativas, recomendamos a leitura do conteúdo “SEO ou GEO: semelhanças e diferenças dessas duas estratégias”. Nele, mostramos como essas abordagens se conectam, onde elas se diferenciam e como podem coexistir em uma estratégia digital moderna.





